Editorial
Esta terceira edição, relativa ao terceiro período do ano letivo de 2011-2012, encerra mais um ano na Escola Básica Integrada de Ginetes.
Se alguma atividade haveria a destacar, seria sem dúvida a «Escola Aberta, Escola em Festa», em que cada departamento primou pelo empenho, oferecendo à Comunidade Escolar exposições, jogos e concursos, iniciativas para angariar fundos, entre outras atividades de relevância que em tudo nos orgulhou.
Apesar de toda a dedicação à sua escola dos professores, funcionários, alunos e encarregados de educação, verificamos que houve mais um ataque ao ensino público por parte de quem almeja, apregoando aos quatro ventos, uma melhor Educação. Ora, não será com cortes orçamentais e reduções no corpo docente que por ventura se conseguirá atingir as tão famigeradas «metas». Fazer muito, com muito pouco, não nos venham ensinar esse provérbio, pois ele é sobejamente conhecido no meio académico!
Paulatinamente, pé ante pé, para não dizer em surdina, o emagrecimento dos estabelecimentos escolares são uma realidade, em todos os aspetos. Vejamos, não vou recorrer a estatísticas, nem a outros estratagemas fastidiosos, para não dizer duvidosos, simplesmente observando diretamente o que se passa à nossa volta.
A primeira e grande justificação – a redução da natalidade, pois bem, menos alunos por turma seria o ideal, sinónimo de mais atenção a cada aluno, pelo menos àqueles com mais dificuldades, mas não! Aumento de alunos por turma, podendo chegar aos 30 alunos (no Continente) numa sala de aula (irracional). Isto deveria ser uma sirene, um alarme, para os encarregados de educação. No ensino superior seria aceitável, agora no ensino básico! Jovens alunos em formação, procurando moldar a sua personalidade, muitos precisando de quem lhes aponte um caminho (em casa não têm esse apoio), acham que um professor consegue «apagar tantos fogos», depois admiram-se com a indisciplina que graça um pouco por todos os estabelecimentos de ensino. Ainda nesta linha de pensamento, menos alunos, menos turmas, menos horários, menos professores, menos funcionários, menos orçamento, estamos entendidos! No entanto, este «menos» não se irá traduzir em mais aproveitamento, melhor ensino, melhor preparação para a vida profissional, um país mais qualificado e próspero. Ainda hoje recordo uma frase emblemática «mais que herdar bens materiais, herda saber» e como diz o povo «o saber não ocupa lugar», pelo contrário, vai connosco para todo o lado. Em tempos de crise, temos de fazer apostas, canalizar os parcos recursos para o que realmente é importante, um povo sem educação será sempre relegado para o índice de «lixo», menção atribuída infelizmente ao desempenho económico de Portugal.
Fim ao Desemprego/Empreendedorismo de «qualidade» precisa-se!
O coordenador do Clube de Jornalismo
Prof. Max Teles
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