A
banalização da Educação
Quando
nos deparamos com a banalização da Educação, sentimos que a sociedade está
“doente”.
Os
média, nesta última década, tem vindo a mostrar, na hora nobre, o gritante
desprestígio da classe docente. Não podemos desresponsabilizar os pensadores/criadores deste sistema educativo,
alvo de constantes reformulações e de “experiências de laboratório”. Assim, o
“homem dos sete ofícios” continua a levar com a carga de trabalho que lhe é
imposta como sendo uma panaceia para a resolução de todos os males acumulados
na Educação. Ora vejamos, se os alunos têm “dificuldades na aquisição dos
conhecimentos”, agora, com as Ciências da Educação, centradas nas competências,
verificamos que existe uma panóplia exorbitante de documentos a preencher para
camuflar, ou justificar, não sei dizer, o verdadeiro problema – a banalização
da Educação.
Outrora,
a Educação era tida como salvaguarda da cultura e educação das novas gerações.
Hoje, noto, cada vez mais, o desconforto que muitos docentes sentem ao
verificarem que este sistema derruba qualquer tentativa de pedir um pouco mais
de empenho e exigência aos discentes e às suas famílias.
A
crise não justifica tudo, pois o problema não é de agora! Contudo, agudizou a
instabilidade das famílias, levando a mais um grau de desresponsabilização na
educação do seu educando – a escola não se pode substituir totalmente às
atribuições seculares que a família tem, mas é cada vez mais isso que vemos,
criando um vazio nos valores que norteiam um harmonioso crescimento da criança
ou jovem.
Não
me querendo alongar mais, queria deixar uma mensagem de esperança – apesar das
nuvens negras que ameaçam a Educação, existe sempre nos seus agentes aqueles
que se salientam pela sua dedicação e empenho, muitas vezes esquecendo que
existe um horário para cumprir e uma família que os espera, esses são os que
procuram novos caminhos entre os escolhos da Educação.
O coordenador do Clube de Jornalismo
Prof.
Max Teles
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