quinta-feira, 20 de junho de 2013


Editorial

Vivem-se dias conturbados na Educação.

Hoje, como nunca, a classe docente tem motivos para se preocupar com o seu futuro! O argumento de que o objetivo da Educação é o sucesso dos alunos, esse, está cada vez mais longe de ser concretizado e levado a sério, pois onde está a motivação de um professor que tem constantemente na sua frente o espetro do “não preciso de ti! Preciso de reduzir custos!”

Os fatos são perentórios, o Ministro da Educação afirma que “O alargamento para as 40 horas semanais aplica-se no próximo ano letivo”, garantindo que esta mudança não irá aumentar o tempo de trabalho em sala de aula. Defendendo ainda que “Os professores, na realidade, já trabalham 40 horas por semana”, e confirmando que “a componente letiva mantém-se do ano passado para este ano”. Puras verdades, entre a escola e o doce lar, as horas de trabalho ultrapassam largamente as 40 horas semanais, mas se assim é, deveria haver mais respeito por aqueles que veem a sua profissão como um desígnio e não como um emprego qualquer! Assim, de acordo com o despacho normativo do próximo ano letivo, divulgado pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), os professores terão a mesma componente letiva no próximo ano letivo, com 25 horas semanais para os docentes do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico e 22 horas para os restantes ciclos, incluindo a educação especial. E não poderia ser de outra maneira, poderíamos correr o risco de engrossar a lista de espera do psicólogo ou do psiquiatra!

Esperemos bom senso por parte de quem nos governa, pois os professores são pessoas equilibradas, treinadas para serem pacientes com os seus alunos e ajudá-los a vencer na vida. No entanto a paciência tem limites, sobretudo com aqueles que já os ultrapassou largamente!

Viva a Educação!

O Coordenador do Jornal Escolar Prof. Max Teles

 

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