Editorial
Vivem-se
dias conturbados na Educação.
Hoje, como nunca, a
classe docente tem motivos para se preocupar com o seu futuro! O argumento de que
o objetivo da Educação é o sucesso dos alunos, esse, está cada vez mais longe
de ser concretizado e levado a sério, pois onde está a motivação de um
professor que tem constantemente na sua frente o espetro do “não preciso de ti!
Preciso de reduzir custos!”
Os fatos são perentórios,
o Ministro da Educação afirma que “O alargamento para as 40 horas semanais
aplica-se no próximo ano letivo”, garantindo que esta mudança não irá aumentar
o tempo de trabalho em sala de aula. Defendendo ainda que “Os professores, na
realidade, já trabalham 40 horas por semana”, e confirmando que “a componente
letiva mantém-se do ano passado para este ano”. Puras verdades, entre a escola
e o doce lar, as horas de trabalho ultrapassam largamente as 40 horas semanais,
mas se assim é, deveria haver mais respeito por aqueles que veem a sua
profissão como um desígnio e não como um emprego qualquer! Assim, de acordo com
o despacho normativo do próximo ano letivo, divulgado pelo Ministério da
Educação e Ciência (MEC), os professores terão a mesma componente letiva no
próximo ano letivo, com 25 horas semanais para os docentes do pré-escolar e do
1.º ciclo do ensino básico e 22 horas para os restantes ciclos, incluindo a
educação especial. E não poderia ser de outra maneira, poderíamos correr o
risco de engrossar a lista de espera do psicólogo ou do psiquiatra!
Esperemos bom senso por
parte de quem nos governa, pois os professores são pessoas equilibradas,
treinadas para serem pacientes com os seus alunos e ajudá-los a vencer na vida.
No entanto a paciência tem limites, sobretudo com aqueles que já os ultrapassou
largamente!
Viva a Educação!
O
Coordenador do Jornal Escolar Prof. Max Teles