terça-feira, 29 de maio de 2012


A banalização da Educação

Quando nos deparamos com a banalização da Educação, sentimos que a sociedade está “doente”.  

Os média, nesta última década, tem vindo a mostrar, na hora nobre, o gritante desprestígio da classe docente. Não podemos desresponsabilizar os  pensadores/criadores deste sistema educativo, alvo de constantes reformulações e de “experiências de laboratório”. Assim, o “homem dos sete ofícios” continua a levar com a carga de trabalho que lhe é imposta como sendo uma panaceia para a resolução de todos os males acumulados na Educação. Ora vejamos, se os alunos têm “dificuldades na aquisição dos conhecimentos”, agora, com as Ciências da Educação, centradas nas competências, verificamos que existe uma panóplia exorbitante de documentos a preencher para camuflar, ou justificar, não sei dizer, o verdadeiro problema – a banalização da Educação.

Outrora, a Educação era tida como salvaguarda da cultura e educação das novas gerações. Hoje, noto, cada vez mais, o desconforto que muitos docentes sentem ao verificarem que este sistema derruba qualquer tentativa de pedir um pouco mais de empenho e exigência aos discentes e às suas famílias.

A crise não justifica tudo, pois o problema não é de agora! Contudo, agudizou a instabilidade das famílias, levando a mais um grau de desresponsabilização na educação do seu educando – a escola não se pode substituir totalmente às atribuições seculares que a família tem, mas é cada vez mais isso que vemos, criando um vazio nos valores que norteiam um harmonioso crescimento da criança ou jovem.

Não me querendo alongar mais, queria deixar uma mensagem de esperança – apesar das nuvens negras que ameaçam a Educação, existe sempre nos seus agentes aqueles que se salientam pela sua dedicação e empenho, muitas vezes esquecendo que existe um horário para cumprir e uma família que os espera, esses são os que procuram novos caminhos entre os escolhos da Educação.

                                   O coordenador do Clube de Jornalismo

                                                           Prof. Max Teles